Ó MAR Quando o mar revira os barcos Em busca de vidas humanas O meu sentimento está longe Longe... tão longe... Procurando quem neste mar está perdido Quem neste mar deriva a sorte Quem neste mar procura a vida... E não a morte... E eu procuro... Com esta vontade de mover montanhas Com a supremacia de secar os lagos Mas de tantas almas... Nenhuma eu encontro... E sigo à procura. Desvendando os perigos que dentro de ti navegam Ó mar... Porque te revoltas com tal raça? Porque o teu interior nos fere tanto? Que fizemos nós para perdermos alguém? E respostas não recebo... Só os factos chegam até mim Mas já nada posso fazer... E sinto-me perder no meu interior... E sinto-me perder toda a esperança... Esperança de um dia te encontrar Esperança de um dia te ter, Esperança... Que tu me fizeste perder... Ó mar! Traz até mim todas as tuas vítimas Traz até mim todas as criaturas Para que eu encontre quem eu procuro E me junte a ti no meu ínfimo ser Traz-me... e serei teu... E nunca mais farás vítimas... Porque serei mar... E minha vontade será a tua... E apaziguar-te-ei... para todo o sempre.